Existe um cacoete de linguagem horrível que anda por aí, em textos profissionais de quem quer se meter a falar difícil, que é o ridículo "no que pertine". O verbo "pertinir" não existe. Existe o verbo pertencer, que deriva de pertinência, pertence, pertença, a relação de propriedade, atribuição, domínio, o necessário.
terça-feira, maio 15, 2007
segunda-feira, maio 14, 2007
Ingratidão
Depois de dar o melhor de mim, em parceria com a Sra. Bilis, em um jantar oferecido à Franka, seu famoso marido Zé, e mais dois simpáticos casais, executando o melhor do meu limitado repertório culinário e mantendo os copos ininterruptamente cheios do melhor vinho da minha modesta adega, vejam o que a Franka aprontou comigo lá no Frankamente.
sexta-feira, maio 11, 2007
Tá bom eu confesso
terça-feira, maio 08, 2007
Monossilábicos


Ando meio silencioso por falta de assunto. Meu interesse está voltado para o mar, e todo mundo sabe que surfistas se comunicam por monossílabos. Embora eu não seja mais que um diletante de fim-de-semana, meu bom condicionamento atual tem me proporcionado bons momentos. Estamos na temporada das ondas, e toda semana entra um marzão novo. Vejam só o que entra amanhã, o qual espero pegar, já em declínio, no sábado de manhã.
sexta-feira, maio 04, 2007
Blues & Jazz
segunda-feira, abril 30, 2007
quinta-feira, abril 19, 2007
Há dois anos, o primeiríssimo post
sexta-feira, abril 13, 2007
Presente de grego

Fui a uma festa de 50 anos ontem, e alguns amigos do aniversariante o presentearam com um show de um Elvis Presley. Realmente, era um Elvis muito bom, como vocês podem ver. Cantava bem, uma boa presença, e tinha as qualidades de animador de auditório para divertir os convidados. Disse ser o Elvis mais antigo ainda em atividade, e que suas roupas eram “originais”, certificadas pela Graceland Foundation ou coisa que o valha. Na foto é o traje Red Dragon, segundo esclareceu, o mesmo que usou na festa. Todos os Elvis escolhem a fase Vegas para interpretar, possivelmente pela facilidade. É só comprar a fantasia e pronto. O Elvis com roupa de super-herói, capinha e tudo, de lantejoulas, gordo, com as grandes suíças, o cabelão, e o óculos escuros é uma triste caricatura de si mesmo. E apesar de ter perdido completamente a noção e o enorme charme dos primeiros anos, mantinha intacto seu gigantesco talento. Mais uma vítima do chamado celebrity system.
quinta-feira, abril 12, 2007
Não é que eu queira me gambá
segunda-feira, abril 09, 2007
Mil livros
sexta-feira, março 23, 2007
O cheiro do ralo
Fui assistir no Unibanco 2 “O cheiro do ralo”, filme de Heitor Dhalia sobre romance de Lourenço Mutarelli, o sombrio quadrinista de quem falei aqui uma vez, a propósito de um inacreditável documentário sobre sua vida, o “Tarja Preta”. Cansado de desenhar, uma atividade que dá muito trabalho, o autor resolveu escrever, e, porque não, atuar, no filme feito a partir do seu livro. Ao que consta no guia deste fim de semana do Estadão, os patrocinadores quando viram o tamanho da encrenca recusaram a associação com o filme, que acabou sendo realizado quase de graça, com o esforço pessoal dos envolvidos. Liberdade total e um roteiro pouco exigente em termos de produção resultou num produto bem acabado em todos os aspectos. Os ângulos mais sinistros da alma humana vistos com a ótica inocente e mecânica de um neutro olho de vidro. Selton Mello arrasa como protagonista em tempo integral coadjuvado por uma bunda enorme e maravilhosa.
terça-feira, março 20, 2007
quinta-feira, março 15, 2007
sexta-feira, março 02, 2007
Eclipse
No dia 3 de março, sábado, haverá uma eclipse total da Lua no começo da noite, segundo o INPE:
Eclipse lunar total em 03/03/2007
Eclipse lunar total em 03/03/2007
Nascer da Lua: 18h29min
Ocaso da Lua: 05h36min
Magnitude: 1,23
Fase umbral começa às 18h34min
Fase total começa às 19h48min
Instante do máximo do eclipse: 20h24min
Fase total termina às 21h00min
Fase umbral termina às 22h13min
No Brasil, é avistado praticamente de todo país no início da noite (nascer da Lua).
Como a Lua estará cheia, se o tempo estiver bom deverá ser um belo espetáculo. Para os paulistanos, a previsão é de parcialmente nublado, com 40% de possibilidade de chuva, então precisaremos de um pouco de sorte. A fase umbral não deve ser muito perceptível, mas a total deve ser legal. A sombra da Terra avançará sobre a Lua cheia e a devorará completamente em 36 minutos. O tempo de tomar um drinque ao ar livre antes do jantar.
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Um pequeno mistério
Segunda-feira de madrugada, um pouco antes das cinco, estava eu saindo de bicicleta para ir remar quando deparei com uma latinha de cerveja vazia, na cobertura de cerâmica da caixa de cartas, que fica meio escondida num canto do jardim da frente. Era de uma marca que eu não costumo comprar, e fiquei preocupado que alguém tivesse entrado em casa à noite, tomado a cerveja e deixado ali, de propósito, pra assinalar uma presença maligna. Como as fitas de vídeo do filme Cachê, pra quem não se lembra, longas gravações da frente de uma casa, entregues na casa só para intrigar a família. Cogitei das possibilidades. Uns dias atrás perdi um chaveiro que eu montei pra usar com a bicicleta, com as chaves da casa, e uma leve e controlada paranóia se instalou, de que alguém pudesse ter achado, identificado e usado. Lembrei que o meu cunhado tinha vindo almoçar no sábado, e havia uma improvável possibilidade dele ter chegado tomando a cerveja e largado lá. Transferi a preocupação para a minha mulher, e esqueci do assunto. Ela também se preocupou, consultou o irmão, que negou a deselegância. A nossa empregada solucionou o mistério. Ao sair no sábado à tarde, encontrou a latinha na calçada, e zelosa, mas nem tanto, porque devia estar com um pouco de pressa, pegou a latinha e deixou lá para jogar fora depois, ou “reciclar”, sei lá, que ficou o domingo inteiro ali, sem ser notada.
terça-feira, fevereiro 27, 2007
Milhas acumuladas
Este fim de semana cozinhei pra minha sogra. O aniversário dela caiu no Carnaval, e lamentavelmente não pudemos estar juntos. Também era o aniversário de uma netinha dela, filha do meu cunhado, que teria sua festinha outro dia. Minhas filhas fizeram um bolo e brigadeiros, e eu me arrisquei – ou melhor, arrisquei a sogra e o cunhado – num ragu de cordeiro que já tinha executado uma vez, com algumas falhas que pretendia corrigir.
Usei uma receita que achei a esmo na internet, que me pareceu simpática porque recomendava tomates passados comprados na xepa da feira para o molho, e que seu usasse a carne de carneiro mais gorda que se encontrasse. Me fiando nessas recomendações, da primeira vez fui ao açougue e comprei uma paleta desossada, que me pareceu mais de um carneiro do que de um cordeirinho. Cortei em cubos sem maiores preocupações, e as moças reclamaram dos nervos e gorduras na carne misturada ao molho.
Desta vez comprei as duas únicas paletas que encontrei no supermercado, com osso e de cordeiro mesmo. Sabia que a perda ia ser grande, e daqueles mais de três quilos deveria sobrar pouco mais de um quilo de carne absolutamente limpa. Fiquei um tempão desossando e limpando aquela pouca carne, lamentando os lindos nacos descartados por estarem entremeados de um simples nervinho. A operação me custou três pequenos cortes na ponta dos dedos da mão esquerda.
A receita é simples. Peguei os cubos de carne lavados e secados, joguei todos de uma vez numa panela com azeite quente, para dourar. Depois do início do processo, pus as ervas recomendadas, alecrim e orégano fresco em quantidade menor que da primeira vez, que ficou exagerado, e um pouco de sal e pimenta do reino. Era um dos passos que eu pretendia aprimorar, mas fiquei com preguiça. Em vez de pôr para dourar toda a carne ao mesmo tempo, pensei em “saltear” aos poucos, três ou quatro cubos de cada vez, pra não soltar toda aquela água como aconteceu da primeira vez, o que impede de dourar e põe a carne a cozinhar. Repeti o erro, mas ao meu lado estava descascando e picando os tomates a nossa cozinheira, que sugeriu tirar o excesso de líquido, e ir pondo aos poucos, o que eu fiz e deu muito certo. Dourada a carne, pus os dois copos de vinho branco como recomendado, e esperei evaporar. Ao ver toda a imensa quantidade de cebola picada – oriunda de uma única translúcida redoma – achei melhor refogar tudo aquilo no azeite, antes de pôr na panela com os dois quilos de tomate descascados, limpos de sementes e picados. Ficou um molho de macarrão aceitável, nenhuma princesa reclamou da ervilha sob o décimo-sexto colchão de plumas de ganso.
Usei uma receita que achei a esmo na internet, que me pareceu simpática porque recomendava tomates passados comprados na xepa da feira para o molho, e que seu usasse a carne de carneiro mais gorda que se encontrasse. Me fiando nessas recomendações, da primeira vez fui ao açougue e comprei uma paleta desossada, que me pareceu mais de um carneiro do que de um cordeirinho. Cortei em cubos sem maiores preocupações, e as moças reclamaram dos nervos e gorduras na carne misturada ao molho.
Desta vez comprei as duas únicas paletas que encontrei no supermercado, com osso e de cordeiro mesmo. Sabia que a perda ia ser grande, e daqueles mais de três quilos deveria sobrar pouco mais de um quilo de carne absolutamente limpa. Fiquei um tempão desossando e limpando aquela pouca carne, lamentando os lindos nacos descartados por estarem entremeados de um simples nervinho. A operação me custou três pequenos cortes na ponta dos dedos da mão esquerda.
A receita é simples. Peguei os cubos de carne lavados e secados, joguei todos de uma vez numa panela com azeite quente, para dourar. Depois do início do processo, pus as ervas recomendadas, alecrim e orégano fresco em quantidade menor que da primeira vez, que ficou exagerado, e um pouco de sal e pimenta do reino. Era um dos passos que eu pretendia aprimorar, mas fiquei com preguiça. Em vez de pôr para dourar toda a carne ao mesmo tempo, pensei em “saltear” aos poucos, três ou quatro cubos de cada vez, pra não soltar toda aquela água como aconteceu da primeira vez, o que impede de dourar e põe a carne a cozinhar. Repeti o erro, mas ao meu lado estava descascando e picando os tomates a nossa cozinheira, que sugeriu tirar o excesso de líquido, e ir pondo aos poucos, o que eu fiz e deu muito certo. Dourada a carne, pus os dois copos de vinho branco como recomendado, e esperei evaporar. Ao ver toda a imensa quantidade de cebola picada – oriunda de uma única translúcida redoma – achei melhor refogar tudo aquilo no azeite, antes de pôr na panela com os dois quilos de tomate descascados, limpos de sementes e picados. Ficou um molho de macarrão aceitável, nenhuma princesa reclamou da ervilha sob o décimo-sexto colchão de plumas de ganso.
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Bilac
Hoje no almoço meu pai declamou um soneto que aprendeu com meu avô, por este atribuído a Bilac:
VIDA PRIVADA
Cigarro aceso, o fumo em espirais
Formando vai a nuvem azulina.
O cabra, sobraçando alguns jornais,
Arria a calça e senta na latrina.
Enquanto caga, lê os editais,
Notícias, telegramas, a mofina,
Lê depois os anúncios garrafais,
E peida, com saudade da menina.
A coisa aperta um pouco, apavorante.
Uma careta faz, franze o semblante,
E sai um cagalhão que ao cu faz mágoa!
Está tudo acabado. Ele suspira,
A ponta do cigarro fora atira,
Levanta, limpa o rabo, e puxa a água
Da mesma fonte, a lição de português:
Ao bilheteiro:
"Por favor, uma passagem para Guaratinguetá".
Que responde, pedante:
"Em primeiro lugar, não é Guaratinguetá, mas Guaratingüetá. Em segundo lugar, o trem acabou de partir".
Ao que replica:
"Então cagüei-me".
No post anterior, sim, é o Copan. O prêmio é um expresso no Café Floresta, a todos os acertadores.
terça-feira, fevereiro 06, 2007
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