
Como contei no antepenúltimo post estive em Buenos Aires no carnaval, e aproveitei a oportunidade para comprar alguns bons vinhos pela metade do que se paga aqui. Logo depois fomos atropelados por aquela incrível canícula saariana, e comecei a temer pela integridade do precioso líquido, ao que dizem sensível a variações de temperatura e calores excessivos. Esta circunstância me impeliu a ir atrás de um antigo sonho de consumo – pra usar a expressão desgastada, porque não sonhava tanto assim – uma “adega climatizada”, ou seja, uma geladeirinha pra vinhos, ou um frigobar especializado. Um perfeito símbolo de status pequeno burguês.
Entre tantas ofertas nas lojas online fiquei meio perdido na escolha das dimensões e modelos, de preços tão díspares. É claro que as caríssimas devem ser ótimas, mas não achei o caso de gastar muito. Assuntei com alguns proprietários e concluí que, para as minhas pretensões comedidas, uma de 30 garrafas seria suficiente. E fui tentar descobrir as características técnicas desejáveis.
Não basta ser uma geladeira com suporte de garrafas. Tem que ter um termostato para manutenção de temperatura constante independente das variações externas, e poucas vibrações, que ao que consta também prejudicam o armazenamento a longo prazo, a chamada guarda, que os vinhos de maior qualidade suportam e agradecem. E, dependendo de onde se vai colocar – de preferência perto de onde se bebe, e porque não, onde as visitas possam vislumbrar o símbolo do seu gosto refinado – baixo nível de ruído.
A breve pesquisa me levou às adeguinhas com o chamado sistema termoelétrico de refrigeração, baseado no efeito Peltier, que não utiliza o compressor, eliminando de uma só tacada a vibração e o ruído. Agora está lá, debaixo da escada, visível ao observador atento, ronronando imperceptivelmente, e mantendo o meu pequeno tesouro a declarados 16ºC. Tão legal que dá pena de beber.
Entre tantas ofertas nas lojas online fiquei meio perdido na escolha das dimensões e modelos, de preços tão díspares. É claro que as caríssimas devem ser ótimas, mas não achei o caso de gastar muito. Assuntei com alguns proprietários e concluí que, para as minhas pretensões comedidas, uma de 30 garrafas seria suficiente. E fui tentar descobrir as características técnicas desejáveis.
Não basta ser uma geladeira com suporte de garrafas. Tem que ter um termostato para manutenção de temperatura constante independente das variações externas, e poucas vibrações, que ao que consta também prejudicam o armazenamento a longo prazo, a chamada guarda, que os vinhos de maior qualidade suportam e agradecem. E, dependendo de onde se vai colocar – de preferência perto de onde se bebe, e porque não, onde as visitas possam vislumbrar o símbolo do seu gosto refinado – baixo nível de ruído.
A breve pesquisa me levou às adeguinhas com o chamado sistema termoelétrico de refrigeração, baseado no efeito Peltier, que não utiliza o compressor, eliminando de uma só tacada a vibração e o ruído. Agora está lá, debaixo da escada, visível ao observador atento, ronronando imperceptivelmente, e mantendo o meu pequeno tesouro a declarados 16ºC. Tão legal que dá pena de beber.







































