Chegaram os quatro praticamente ao mesmo tempo, cada um no seu carro. Um deles, mais assíduo, foi firmemente abraçado pelo segurança externo. Depois, pelo porteiro, e a recepcionista também efusivamente tratou-lhe pelo nome. Tiveram tratamento vip. Eram bem educados, não tomavam drogas, bebiam bastante, não reclamavam das contas, não arrumavam encrenca, e, ainda que não admitissem nem para si mesmos, subiam com as garotas, que nunca reclamaram de nada. Rapazes de família. A recíproca com a casa era verdadeira. Todos sabiam quanto iam gastar, e que estavam absolutamente seguros lá. Não seriam roubados, não havia o risco de violência de qualquer espécie, e sabiam que as garotas eram treinadas para respeitar certos limites. Era o melhor lugar do mundo para beber até cair. Ninguém achava ruim, muito contrário, era um comportamento estimulado, desde que não houvesse baixaria. E se houvesse, eles sabiam como lidar com isso.
O lugar era realmente grande, com dois pavimentos interligados por átrios com escadarias, piscinas com cachoeiras artificiais cheias de carpas coloridas, salões de sinuca, ambientes com música mecânica e música ao vivo, e uns sujeitos circulando em roupões de toalha brancos, o que indicava que havia uma sauna. Foram levados a uma mesa perto da pista de dança onde ocorriam os stripteases. Uma garrafa de uísque, um balde de gelo, club soda e um mix de frutas secas logo surgiram sobre a mesa. Os amigos, como garotos em loja de doce, sorriam maravilhados, rindo à toa, à vista de todas aquelas sorridentes garotas de biquini flertando com eles. Renato começou sua procura. Embora fosse muito raramente a esses paraísos artificiais, sabia exatamente o que queria. O primeiro corte eliminava as garotas com silicone. Achava a consistência desagradável ao tato, em comparação com o peito natural, e visualmente desproporcional. Quase nunca combinavam com o tipo físico da portadora da prótese. E o silicone ainda indicava uma história mais antiga na noite – como elas se refiriam à atividade – e assim maior risco de cinismo e sociopatia da moça. O segundo corte ia em busca das moças que estavam a fim de beber com ele, e que concordavam em tomar o uísque da mesa, ao invés de pedirem aqueles drinques de puta que multiplicavam o valor da conta. Ele e os amigos dificilmente dariam conta da garrafa. Com as garotas que bebiam nesse estilo uísque da mesa a camaradagem era sempre mais fácil e divertida, e elas costumavam mostrar algum resquício de alma. O contato parecia mais equilibrado. Renato evitava as garotas muito bonitas, porque a trepada era burocrática e ruim. Por terem o rei na barriga, pareciam sempre estar fazendo favor ao cliente.
A busca em si era uma delícia. Tinha algo a ver com escolher frutas na feira. Achando interessante uma candidata, era só sorrir e chamar com um gesto, e ela se aproximava. A qualquer bobagem ela ria, e começava uma apalpação mútua relaxada e descompromissada. A cada entrevista, seu pau ficava duro com o contato explicitamente erótico, um joguinho no qual a moça tinha que mostrar o seu valor. Nessa noite, Renato apalpou várias garotas, fazendo-as sentar na mesa e tomar um pouco de uísque. Acabou decidindo-se por Vanessa, que cumpria os seus requisitos e tinha um “je ne sais quoi” que o agradou. Para não ter que barganhar, o que ele achava especialmente constrangedor por tratar-se de um serviço que implicava a intimidade da garota, Renato fazia uma breve consulta do preço mínimo do mercado, e o oferecia de chofre. Depois de uma risadinha elas sempre aceitavam, aliviadas de não terem que discutir a questão. Aplicou-se então em namorar a moça, louvando-lhe a enorme beleza e sondando seus gostos e preferências, tomando cuidado para que a conversa não caísse para o assunto da “noite”, que era sempre baixo astral. Muita risada e muita apalpação, com a moça já relaxada depois da contratação, louca para exibir seus talentos.
O lugar era realmente grande, com dois pavimentos interligados por átrios com escadarias, piscinas com cachoeiras artificiais cheias de carpas coloridas, salões de sinuca, ambientes com música mecânica e música ao vivo, e uns sujeitos circulando em roupões de toalha brancos, o que indicava que havia uma sauna. Foram levados a uma mesa perto da pista de dança onde ocorriam os stripteases. Uma garrafa de uísque, um balde de gelo, club soda e um mix de frutas secas logo surgiram sobre a mesa. Os amigos, como garotos em loja de doce, sorriam maravilhados, rindo à toa, à vista de todas aquelas sorridentes garotas de biquini flertando com eles. Renato começou sua procura. Embora fosse muito raramente a esses paraísos artificiais, sabia exatamente o que queria. O primeiro corte eliminava as garotas com silicone. Achava a consistência desagradável ao tato, em comparação com o peito natural, e visualmente desproporcional. Quase nunca combinavam com o tipo físico da portadora da prótese. E o silicone ainda indicava uma história mais antiga na noite – como elas se refiriam à atividade – e assim maior risco de cinismo e sociopatia da moça. O segundo corte ia em busca das moças que estavam a fim de beber com ele, e que concordavam em tomar o uísque da mesa, ao invés de pedirem aqueles drinques de puta que multiplicavam o valor da conta. Ele e os amigos dificilmente dariam conta da garrafa. Com as garotas que bebiam nesse estilo uísque da mesa a camaradagem era sempre mais fácil e divertida, e elas costumavam mostrar algum resquício de alma. O contato parecia mais equilibrado. Renato evitava as garotas muito bonitas, porque a trepada era burocrática e ruim. Por terem o rei na barriga, pareciam sempre estar fazendo favor ao cliente.
A busca em si era uma delícia. Tinha algo a ver com escolher frutas na feira. Achando interessante uma candidata, era só sorrir e chamar com um gesto, e ela se aproximava. A qualquer bobagem ela ria, e começava uma apalpação mútua relaxada e descompromissada. A cada entrevista, seu pau ficava duro com o contato explicitamente erótico, um joguinho no qual a moça tinha que mostrar o seu valor. Nessa noite, Renato apalpou várias garotas, fazendo-as sentar na mesa e tomar um pouco de uísque. Acabou decidindo-se por Vanessa, que cumpria os seus requisitos e tinha um “je ne sais quoi” que o agradou. Para não ter que barganhar, o que ele achava especialmente constrangedor por tratar-se de um serviço que implicava a intimidade da garota, Renato fazia uma breve consulta do preço mínimo do mercado, e o oferecia de chofre. Depois de uma risadinha elas sempre aceitavam, aliviadas de não terem que discutir a questão. Aplicou-se então em namorar a moça, louvando-lhe a enorme beleza e sondando seus gostos e preferências, tomando cuidado para que a conversa não caísse para o assunto da “noite”, que era sempre baixo astral. Muita risada e muita apalpação, com a moça já relaxada depois da contratação, louca para exibir seus talentos.
Depois de uma pequena espera na fila das suítes, com direito a encoxadas, apalpadas e beijoquinhas, respeitando o tabu “tudo menos beijar na boca”, apenas com leves e acidentais infrações, subiram ao quartinho. Por deferência à moça, depois de um dia longe da água, e para aparar a bebedeira, Renato enfiou-se no poderosíssimo chuveiro. Regulou o jato, deu uma longa mijada no ralo, e depois de um tempo que ele estava lá, entrou Vanessa no banheiro dando risadinhas e de touca no cabelo, enfiando-se no box com ele. Renato ficou maravilhado com a visão da puta desarmada, nua sem o salto, de touca no cabelo, com seus lindos pequenos seios perdidos naquele tórax magrinho, os pentelhos aparadíssimos e uma bundinha irritantemente jovem, como tinha que ser. Elogiaram-se mutuamente, com Vanessa dando especial ênfase ao pau de Renato, o qual lavou cuidadosamente, dobrinha por dobrinha, até que ele ficasse irremediavelmente limpo e ereto.
No quarto estavam acesas apenas as luzes indiretas, algumas coloridas, e tocava mais ou menos alto uma música tecno, num canal escolhido por Vanessa. Renato deitou-se de barriga para cima e Vanessa, desenrolando-se da toalha e desvencilhando seus cabelos da touca, fez uma frenética dança erótica para Renato em cima da cama. Renato achou hilário, mas não deixou de ficar de pau duro. Estava completamente bêbado, e ficar ali naquela luz misteriosa com aquela ninfa nua pulando na sua frente ao som daquele ritmo eletrônico implacável era simplesmente o máximo. Percebendo a ereção de Renato, Vanessa pegou uma camisinha sabe-se lá de onde e vestiu o pau de Renato com a boca, embalando num boquete animado, para garantir a ereção daquele bêbado. Na hora em que o sentiu bem duro, montou de cócoras a cavalo em Renato, enfiou-lhe o pau na sua buceta untada de lubrificante, e movimentou-se em hiper velocidade. Como Renato não gozava, mas mantinha o pau duro, virou de lado, e repetiu a manobra com a bunda virada para o rapaz. Depois de algum tempo, Renato, vendo que a moça começava a ficar com medo do fracasso, pediu que ela parasse e ficasse de quatro. Ela perguntou se ele queria por no seu cuzinho, para ela por um ky. Renato deu risada e disse que não estava a fim de nada apertado naquela noite, e segurando suas coxas na dobra com o quadril, mal enfiou o pau, ela começou a mexer-se para frente e para trás em alta velocidade, e depois de algum tempo com aquela movimentação olímpica, ele finalmente gozou.
Os dois ficaram felizes da vida com a conclusão do negócio, executado a contento apesar das precárias condições de ambos, e voltaram para o chuveiro para lavar apenas as partes. Renato pagou satisfeito o serviço sem preço, e depois de juras de contratações futuras que jamais seriam cumpridas voltaram ao salão infernal. Vanessa foi a cata de outro cliente, e Renato voltou à garrafa de uísque, para beber até cair, enquanto empatava outras garotas omitindo o fato de que já tinha subido e de estar arqui-completamente bêbado. Bebeu até ser delicadamente enxotado e posto no seu carro. Foi guiado pelo deus dos bêbados até a sua casa. Fez a rotina automática do portão da garagem, vaga, elevador, porta, sofá do escritório sem problemas, e com a sensação firme de ser um saco de merda, capotou sem saber quando e aonde iria acordar.