A casa onde iam ficar na praia era no Sertão do Cacau e pertencia ao irmão surfista do Penza. Viraram do lado esquerdo da estrada, num pequeno casario que havia numa ruinha de terra. Andaram um pouco, deixaram o carro lá, Penza deu uma lanterna a Clarissa e foram pelo escuro, com as malas e os mantimentos na mão. Clarissa conhecia o irmão do Penza dos almoços de família, mas nunca tinha ido até essa sua casa de praia. Depois de uma caminhada que durou bem uns penosos dez minutos por uma trilha no meio das árvores, chegaram. Danilo estava lá com a namorada Cristininha, e os recebeu efusivamente. Clarissa percebeu que ele estava completamente louco. A casa cheirava mofo e maconha e ele provavelmente tinha cheirado cocaína, o que dava para notar por sua exagerada loqüacidade e simpatia artificial. A casa era muito simples, mas tinha lá a sua graça. Um quarto, um banheiro, uma sala misturada com a cozinha e um mezanino em cima do quarto e banheiro, onde Penza e Clarissa dormiriam. Penza, Danilo e Cristininha fumaram um baseado e os quatro tomaram cerveja em lata, que parecia haver em grande quantidade naquela casa. Danilo tratava Cristininha de forma um pouco ríspida, o que irritou Clarissa, que imediatamente começou a se sentir desconfortável. Assim que deu foi dormir no mezanino empoeirado, com medo de bichos peçonhentos, e ficou ouvindo os irmãos conversando, bebendo e cheirando. Pediu para desligarem a música no que foi parcialmente atendida. Cristininha estava lá mas não abria a boca. Dormiu e nem viu quando Penza foi para a cama.
Quando Fernanda chegou em casa carregada de sacolas de compras, lá pelas nove, Renato já sentiu uma leve ereção, pois sabia o que ia acontecer. O vinho, do bom mesmo, já estava aberto há algum tempo em cima da mesa. Esquentaram o jantar no microondas, e tiveram lá o seu momento romântico. Renato se lembrava como aquilo começara e achava um pouco esquisito e doentio, mas adorava todas as vezes que acontecia. A primeira vez foi quando combinaram de se encontrar no shopping onde Fernanda trabalhava, e ele chegou já meio bêbado de um happy hour. Renatinho tinha um ano e vinham saindo muito pouco desde que o nascimento dele. Estavam felizes da vida. Renato foi tomado de uma irresponsável generosidade e foram às compras, escolhendo roupas para Fernanda com volúpia e prazer. Renato atiçava, fazendo elogios à sua beleza cada roupa que ela experimentava. Desde então, aquela mecânica se repetia em um intervalo de três a seis meses, mais ou menos, dependendo de como andavam as finanças de Renato, sem a sua presença, só com a sua autorização para Fernanda detonar o cartão de crédito até uma certa quantia, que ela sempre excedia em quase o dobro. Depois do jantar, Fernanda já relaxada pelo vinho foi experimentar as roupas que comprara para mostrar a Renato, e entre uma saia e um jeans, Renato comeu sua bundinha usando como lubrificante o óleo de camomila do bebê.
Clarissa acordou lá pelas oito, livrou-se do Penza que a agarrava dormindo, encoxando-a de pau duro, afastou o mosquiteiro, pôs um biquini e um short, seus tênis de corrida, um dinheirinho no bolso e pegou seus oclinhos de natação. Besuntou-se de protetor solar, comeu uma granola com leite e banana, deixou um bilhete para o Penza levar a sacola de praia já preparada com livro, canga, protetor, pente, etc., e chispou para a praia. Estava um lindo dia e a mata de manhã, com passarinhos coloridos e jaqueiras com perfume enjoativo, estava linda. Atravessou trotando uma meia favelinha, a Rio-Santos, e foi passando pelas ruas empoeiradas de terra até chegar na praia. Não tinha nenhum vento, e o mar estava calmo, liso como um espelho, praticamente sem nenhuma onda, e a praia ainda quase totalmente vazia. Tirou o tênis, o short, enfiou num saquinho de tela que levara num bolso do shorts, jogou num canto junto à cerca de bambu da frente de uma casa, pôs os oclinhos e nadou a praia inteira, primeiro em direção sul, contra a corrente, e depois em direção norte. A volta demorou pouco mais de dez minutos. Saiu do mar, comprou uma água de coco numa barraquinha que acabava de ser montada e sentou-se na areia, deslumbrada com a beleza da praia.
Quando Fernanda chegou em casa carregada de sacolas de compras, lá pelas nove, Renato já sentiu uma leve ereção, pois sabia o que ia acontecer. O vinho, do bom mesmo, já estava aberto há algum tempo em cima da mesa. Esquentaram o jantar no microondas, e tiveram lá o seu momento romântico. Renato se lembrava como aquilo começara e achava um pouco esquisito e doentio, mas adorava todas as vezes que acontecia. A primeira vez foi quando combinaram de se encontrar no shopping onde Fernanda trabalhava, e ele chegou já meio bêbado de um happy hour. Renatinho tinha um ano e vinham saindo muito pouco desde que o nascimento dele. Estavam felizes da vida. Renato foi tomado de uma irresponsável generosidade e foram às compras, escolhendo roupas para Fernanda com volúpia e prazer. Renato atiçava, fazendo elogios à sua beleza cada roupa que ela experimentava. Desde então, aquela mecânica se repetia em um intervalo de três a seis meses, mais ou menos, dependendo de como andavam as finanças de Renato, sem a sua presença, só com a sua autorização para Fernanda detonar o cartão de crédito até uma certa quantia, que ela sempre excedia em quase o dobro. Depois do jantar, Fernanda já relaxada pelo vinho foi experimentar as roupas que comprara para mostrar a Renato, e entre uma saia e um jeans, Renato comeu sua bundinha usando como lubrificante o óleo de camomila do bebê.
Clarissa acordou lá pelas oito, livrou-se do Penza que a agarrava dormindo, encoxando-a de pau duro, afastou o mosquiteiro, pôs um biquini e um short, seus tênis de corrida, um dinheirinho no bolso e pegou seus oclinhos de natação. Besuntou-se de protetor solar, comeu uma granola com leite e banana, deixou um bilhete para o Penza levar a sacola de praia já preparada com livro, canga, protetor, pente, etc., e chispou para a praia. Estava um lindo dia e a mata de manhã, com passarinhos coloridos e jaqueiras com perfume enjoativo, estava linda. Atravessou trotando uma meia favelinha, a Rio-Santos, e foi passando pelas ruas empoeiradas de terra até chegar na praia. Não tinha nenhum vento, e o mar estava calmo, liso como um espelho, praticamente sem nenhuma onda, e a praia ainda quase totalmente vazia. Tirou o tênis, o short, enfiou num saquinho de tela que levara num bolso do shorts, jogou num canto junto à cerca de bambu da frente de uma casa, pôs os oclinhos e nadou a praia inteira, primeiro em direção sul, contra a corrente, e depois em direção norte. A volta demorou pouco mais de dez minutos. Saiu do mar, comprou uma água de coco numa barraquinha que acabava de ser montada e sentou-se na areia, deslumbrada com a beleza da praia.


